O darwinismo como doutrina esotérica

Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso (obviamente alguém que já não se tenha embalado no misterioso canto da sereia de Darwin) que se propõe a analisar com alguma discrição o comportamento fanatizado de certa vertente darwinista, não terá a menor dificuldade em concluir que está lidando não com gente da ciência, mas com adeptos de uma verdadeira doutrina esotérica. Apenas os iniciados em “evolução”, isto é, aqueles a quem foi dado o raro privilégio de penetrar nos insondáveis mistérios da natureza, são capazes de conhecer e praticar a verdade em sua total plenitude.

Dentre os muitos princípios que norteiam essa doutrina essencialmente cabalística, um deles refere-se à crença na origem da vida como resultado de mecanismos cegos e aleatórios a partir de uma sopa temperada por meras casualidades.

Segundo os líderes místicos dessa seita, no início tudo se resumia num serzinho unicelular e invisível, o qual, aproveitando-se de “acúmulos de erros” (a que denominam de mutações) cresceu e desenvolveu-se até se transformar num elefante, num pé de bananeira e em Charles Darwin.
Semelhantemente aos antigos sacerdotes da deusa Cibele, os “oráculos evolucionistas” encerram-se em seus templos sagrados, onde são tomados por experiências darwinísticas extremas. Os profanos não adentram seus invioláveis umbrais.

Os ultradarwinistas, como são tecnicamente chamados, são tão cientistas quanto os antigos alquimistas, porém com a vantagem de serem mais milagreiros que estes. E, tal como na Alquimia, o ultradarwinismo também tem sua pedra filosofal, a que dão o carinhoso nome de Seleção Natural, uma força poderosa e mágica, que trabalha na calada do tempo a favor do mais forte e contra o menos apto.

Outra característica dessa seita esotericamente radical, diz respeito à forte intolerância exercida contra qualquer forma de pensamento que se destoa de suas tradições formalizadas. Quem, por negligência ou por puro desconhecimento, ousa contestar os dogmas estabelecidos, é logo mandado aos Torquemadas da ciência, sendo também obrigado a usar o “sanbenito” da religiosidade forçada.

Não há verdade fora de seus templos. Serão aviltados e humilhados todos quantos se opuserem a suas inquestionáveis verdades. O braço forte dessa inquisição sem fogueiras está devidamente oficializado e bem aparelhado ideologicamente e, portanto, pode perpetuar o terror acadêmico sem a preocupação de ir parar em algum Tribunal de Direito à Dignidade Humana.

Não se sabe até quando este dogma se manterá como paradigma da verdade; não se sabe quantos ainda terão suas carreiras menosprezadas, seus méritos denegridos, seus anos de estudos reduzidos a estereótipos e seus conhecimentos estigmatizados por ideais quiméricos.

Mas a história revela que castelos desmoronam, que reis são guilhotinados, que impérios são destruídos, que exércitos são aniquilados e que a força bruta pode ser vencida com flores e pensamentos.

É isso!

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